Educação quilombola: território de (re)existência
Coordenação
- Romero Antonio de Almeida SilvaColetivo de Educação da CONAQ, Gpdes-UnB, SEE Pernambuco e FADIMAB-PE
- Fabiana VencezlauAQCC|CONAQ e UFRGS
- John Cleber SantiagoMovimento da Juventude Quilombola do Território de Jambuaçu | Gpdes-UnB e PPGED-UEPA
- Silvana FerreiraCECAF|SEDUC-PA e PPGED-UEPA
Convidadas e convidados especiais
Givânia Maria da Silva
Coletivo de Educação da Conaq
Descrição
A educação quilombola perpassa as vidas dos povos Quilombolas, tanto na comunidade como na escola. Pensar a educação quilombola é pensar em diferentes possibilidades de ensino, pesquisa e escrita, nas regras que definem o bom trabalho acadêmico, nos critérios de validação e legitimação do conhecimento. Por outro lado, desafios globais como o colapso climático expõem os limites dessa lógica e revelam a importância estratégica dos saberes originários para a construção de outros caminhos civilizatórios, orientados pelo bem comum, respeito à mãe terra, equidade racial e justiça socioambiental.
No Brasil, a crescente ampliação da diversidade étnico-racial nas escolas e nas universidades tem fomentado práticas de interculturalização e decolonização do ensino e do conhecimento a partir da valorização dos saberes afrocentrados e indígenas. Em outros contextos latino-americanos, as ciências próprias dos povos originários já desempenham um papel central nos processos formativos e na produção do conhecimento em universidades interculturais e comunais.
Este conversatório é um convite à reflexão teórica e ao intercâmbio de experiências sobre práticas emergentes que buscam decolonizar e interculturalizar as escolas, as universidades, os currículos e os conhecimentos, bem como promover justiça epistêmica. Nesse sentido, serão acolhidos trabalhos sobre os mais variados temas: racismo epistêmico, epistemicídio, (in)justiça epistêmica, diálogo de saberes, pedagogias decoloniais, interculturalidade, decolonização dos currículos, ações afirmativas, pesquisa engajada, metodologias participativas, entre outros caminhos de luta, de história, de identidade, memória, ancestralidade e pertencimento aos territórios.
Nesse intuito, o conversatório tem como objetivo debater as questões que envolvem a educação quilombola, passando pelas dimensões escolar e não escolar e por como essas duas dimensões são interligadas à vida e à r-existência dos territórios quilombolas. Receberemos trabalhos de Quilombolas e não Quilombolas, pesquisadoras/es, professoras/es da educação básica e do ensino superior, que tragam contribuições sobre a temática em tela.
As regras completas de submissão e o modelo (template) desta modalidade serão disponibilizados aqui assim que publicados.