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Conversatórios · Conversatório 5

Decolonizar e interculturalizar as universidades: ações afirmativas, justiça epistêmica e outros modos de conhecer

Coordenação

  • Ana Tereza Reis da SilvaFaculdade de Educação | Gpdes-UnB
  • Lurian LimaGpdes-UnB
  • Edson AntoniColégio de Aplicação | UFRGS
  • Alessandro Roberto de OliveiraFaculdade de Educação | Gpdes-UnB
  • Ana Catarina ZemaCLACSO

Convidadas e convidados especiais

  • Bernardo Javier Tobar Quitiaquez

    Unicauca/Colômbia

  • Mariana Solorzano

    UACO–México

Descrição

Nas últimas décadas, as políticas de ações afirmativas, a ampliação do acesso de populações historicamente excluídas ao ensino superior e a consolidação de universidades interculturais, indígenas e comunitárias no contexto do Sul Global têm produzido transformações profundas nas estruturas universitárias. Esses processos vêm tensionando os modelos tradicionais de universidade, desestabilizando seus currículos, suas formas de produção e validação do conhecimento, seus regimes de cientificidade e seus padrões de legitimidade epistêmica.

Ao mesmo tempo, têm ampliado o repertório de epistemologias, cosmologias, ontologias e modos de conhecer que passam a circular nos espaços acadêmicos, reconfigurando o próprio sentido social, político e civilizatório da universidade. Este conversatório se apresenta como um espaço de reflexão teórica, intercâmbio de experiências e construção coletiva de horizontes políticos e epistêmicos sobre os processos de decolonização e interculturalização das universidades.

Busca-se analisar criticamente seus impactos institucionais, curriculares e científicos, bem como os deslocamentos paradigmáticos que engendram nas formas de ensinar, pesquisar, produzir conhecimento e exercer a vida acadêmica. Serão acolhidos trabalhos acadêmicos, relatos de experiências institucionais, pesquisas empíricas, reflexões teóricas e sistematizações de práticas que abordem, entre outros temas: ações afirmativas e políticas de permanência estudantil; universidades interculturais, indígenas e comunitárias; processos de pluralização epistêmica; justiça cognitiva e justiça epistêmica; diálogos interepistêmicos e intercientíficos; decolonização dos currículos universitários; transformações nos paradigmas científicos; pesquisa engajada; metodologias participativas e colaborativas; políticas institucionais de diversidade; produção de conhecimento situada; e a construção de novas arquiteturas acadêmicas orientadas pela equidade racial, pela interculturalidade, pela democracia universitária e pelo bem comum.

As regras completas de submissão e o modelo (template) desta modalidade serão disponibilizados aqui assim que publicados.