Educação e saberes do campo, das águas e das florestas: imaginar-construir a escola a partir do popular e do próprio
Coordenação
- Grazielle AzevedoGpdes/UnB, Fase Amazônia
- Jacqueline FreireUFPA
- Sabrina SteinGpdes-UnB
- Cláudia LauridoSEDUC-PA
- Jáder CastroUFG
- Larissa AvizUEPA
- Salomão HageUFPA
- Monica MolinaPPGE/UnB
Convidadas e convidados especiais
Carla Ely Pereira
Escola Padre Pio, Ilha do Capim, Abaetetuba-PA
Edielso Santos
Escola das Águas, BA
Descrição
Os nossos saberes transitam como as águas correntes entre as pedras. Circulam, são produzidos e ensinados nas matas, nos rios, na terra, nos mutirões, nas igrejas, nos quintais e entre tantos outros espaços do mundo campesino, das águas e das florestas. Geram, portanto, aprendizados entranhados na própria vida e experimentados por meio de nossos corpos-territórios (individuais e coletivos) na vivência cotidiana de co-construir e ser-parte de uma comunidade.
A educação escolar se insere nesse debate como uma dimensão fundamental, pois pode tanto operar como uma instituição fortalecedora desses mundos, quanto reproduzir o imaginário racista que historicamente inferiorizou e depreciou as formas próprias (não hegemônicas) de viver, conhecer e educar. Nesse sentido, as escolas inseridas em comunidades tradicionais ribeirinhas, pescadoras, extrativistas, geraizeiras, pomeranas, dentre tantas outras, podem ser transformadas positivamente pelo manancial de saberes, experiências, tecnologias sociais e pedagogias produzidas nesses contextos.
Ao levar em conta essas referências, incorporando-as nos currículos e nas práticas pedagógicas, as escolas podem fortalecer os modos de vida locais, assentados no bem comum e em perspectivas integradoras das relações entre cultura e natureza. Assim, a escola também fortalece a luta comunitária contra os projetos desenvolvimentistas, neoextrativistas e predatórios. Neste conversatório aspira-se cirandar diálogos, promover trocas de experiências e fortalecer lutas e re-existências na construção de processos educativos escolares próprios voltados para o comum, a sustentabilidade, a justiça socioambiental e racial. Serão recepcionados trabalhos que tenham como foco as lutas dos povos do campo, das águas e das florestas pelo direito a uma educação escolar própria, informada por seus saberes, modos de vida e práticas educativas ancestrais.
As regras completas de submissão e o modelo (template) desta modalidade serão disponibilizados aqui assim que publicados.