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Conversatórios · Conversatório 2

Vivenciando a Educação na Matriz Africana

Coordenação

  • Mariana Bracks FonsecaUniversidade Federal de Sergipe - UFS
  • Jeidma Marinho de AlmeidaGpdes/UnB, PPGE/UnB
  • Lucas FerreiraGpdes/UnB, Mespt/UnB
  • Francisco Nonato do NascimentoGpdes/UnB, PPGE/UnB

Convidadas e convidados especiais

  • Mestra Janja

    Instituto Nzinga de Capoeira Angola, Salvador-BA

  • Taata Katuvanjesi

    Inzo Tumbansi, Itapecerica da Serra-SP

  • wanderson flor do nascimento

    Mespt|CEAM|NEAB|NEFA-UnB

  • Omar Sarr Badji

    Bùbajum Áyyi D’Oussouye, Senegal

Descrição

As expressões culturais negras no Brasil preservam e atualizam formas próprias de educar, aprender e conceber o mundo, oriundas das matrizes civilizatórias africanas e da experiência afrodiaspórica. A transmissão de valores, conhecimentos ancestrais, histórias e cosmopercepções mobiliza a oralidade, os cantos, os toques dos tambores, as danças, os rituais e as performances corporais, por meio dos quais se constroem sentidos de pertencimento, resistência, espiritualidade e comunidade.

A partir das experiências de mestres, mestras e guardiãs(ões) desses saberes, este conversatório propõe refletir sobre as práticas educativas presentes nas culturas negras, compreendendo terreiros, rodas, cortejos, guardas e demais manifestações como espaços legítimos de produção de conhecimento e de formação humana, orientados por valores africanos. Busca-se discutir criticamente o conceito de educação tradicional de matriz africana e valorizar seus elementos constitutivos, tais como oralidade, corporalidade, performatividade, ancestralidade, circularidade, musicalidade, comunitarismo, senioridade e iniciações.

O conversatório dirige-se a estudantes, professoras(es), gestoras(es) escolares e demais interessadas(os) em decolonizar suas práticas educativas, reconhecendo as epistemologias africanas e afrodiaspóricas como fundamentos legítimos para a construção de projetos pedagógicos antirracistas, interculturais e comprometidos com a justiça social. Espera-se, ainda, contribuir para que os espaços de educação formal ampliem o reconhecimento dessas sabedorias, incorporando suas linguagens, metodologias e tecnologias educativas no cotidiano escolar.

As regras completas de submissão e o modelo (template) desta modalidade serão disponibilizados aqui assim que publicados.