O bem comum como prática e horizonte político de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais
Coordenação
- Rosirene LimaUEMA
- Alex FiuzaGpdes-UnB e ICMBIO
- Hueliton AzevedoUFSC e Ilha do Capim Abaetetuba-PA
- Roberto Goulart MenezesIREL-UnB
- Ana Laíde BarbosaMovimento Xingu Vivo | Gpdes/UnB
Convidadas e convidados especiais
Deyvson Azevedo
Ilha do Capim, Abaetetuba-PA
Maria Nice Costa Machado
Comunidade Quilombola Penalva-MA
Odelina Ferraz
Comunidade do Maracanã, São Luís-MA
Joaquim Shiraishi
UFMA
Descrição
O avanço do neoliberalismo tem intensificado a mercantilização da vida e a apropriação privada da natureza e dos bens coletivos. Em contraposição a essa lógica, povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais vêm afirmando, em seus territórios, outras formas de organizar a vida, baseadas no cuidado, na reciprocidade, na solidariedade e na responsabilidade compartilhada.
Mais do que resistir, essas comunidades sustentam, no cotidiano, modos próprios de gerir o bem comum, articulando produção, conservação ambiental e reprodução da vida de forma integrada. Seus saberes, práticas e tecnologias — construídos na relação com o território — revelam caminhos concretos de enfrentamento às crises socioambientais e às ameaças à sua existência física e cultural.
A partir de experiências situadas, este conversatório reúne pesquisadoras/es, estudantes, lideranças e intelectualidades de povos e comunidades tradicionais, bem como militantes e profissionais que atuam nesse campo, para refletir sobre duas dimensões centrais dessas práticas: as formas pelas quais essas comunidades articulam produção econômica, conservação ecológica e responsabilidade socioambiental; e as estratégias de resistência e defesa dos bens comuns, frente às pressões do modelo neoliberal e colonial.
Ao trazer essas experiências para o centro do debate, o conversatório busca evidenciar o comum não como abstração, mas como prática viva — um princípio que organiza modos de existir e que sustenta projetos coletivos capazes de tensionar e reconfigurar as formas dominantes de relação entre sociedade, natureza e economia.
As regras completas de submissão e o modelo (template) desta modalidade serão disponibilizados aqui assim que publicados.