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Conversatórios · Conversatório 11

Clima, gênero e pedagogias ecofeministas comunitárias: cuidado, cura e afeto para tecer outras educações e outros futuros

Coordenação

  • Larissa da Silva AraújoLaboratório de Antropologia Social/Universidade de Brasília
  • Andrea BrasilConselho Nacional de Justiça
  • Meritxell Simon-MartinUniversidad de Lleida, Espanha
  • Damiana CamposInstituto Rosa Sertão
  • Vanessa Cardozo AlarcónUniversidad Nacional Mayor de San Marco, Peru e Ceped|IRD| Université Paris Cité, França

Convidadas e convidados especiais

  • Sineia do Vale

    Liderança Wapichana

  • Emília Flores

    Cooperativa Chiwik

  • Lidiane Taverny Sales

    Gpdes/UnB, Associação das Mulheres Retireiras do Araguaia

Descrição

Este conversatório propõe um espaço de diálogo, reflexão crítica e partilha de experiências sobre as relações entre mudanças climáticas, gênero e pedagogias ecofeministas comunitárias. Parte-se do reconhecimento de que a crise climática não afeta a todos de forma igual: mulheres — especialmente indígenas, quilombolas, afroindígenas, ribeirinhas e campesinas — estão entre os grupos mais impactados pelos efeitos socioambientais das mudanças climáticas, em razão das desigualdades históricas de gênero, raça, classe e território.

Ao mesmo tempo, essas mulheres têm protagonizado práticas coletivas de resistência, cuidado e defesa dos territórios, produzindo conhecimentos, estratégias comunitárias e formas de organização que oferecem respostas potentes às crises ecológicas e civilizatórias do nosso tempo. Nesse contexto, o conversatório busca visibilizar e fortalecer experiências que articulam gênero, justiça climática, educação e defesa da vida, reconhecendo o papel central das mulheres na produção de saberes, práticas de cuidado, manejo territorial, cura e organização comunitária.

As pedagogias ecofeministas comunitárias são aqui compreendidas como um pluriverso de práticas educativas e cosmopolíticas que emergem dos territórios e desafiam as separações modernas entre natureza e sociedade, razão e sensibilidade, humano e não humano. Ao valorizar saberes situados, práticas coletivas e narrativas insurgentes, tais experiências contribuem para a construção de outras formas de educar, aprender e habitar o mundo, orientadas pela reciprocidade, pela interdependência e pela justiça socioambiental.

Serão acolhidos trabalhos acadêmicos, relatos de experiências institucionais, pesquisas empíricas, reflexões teóricas e sistematizações de práticas que abordem, entre outros temas: gênero e mudanças climáticas; protagonismo de mulheres na justiça climática; pedagogias comunitárias e territoriais; ecofeminismos do Sul; saberes e práticas de cuidado; educação e defesa dos territórios; relações entre corpo-terra-território; práticas de cura e saúde comunitária; e experiências educativas que articulam gênero, natureza, território e resistência.

As regras completas de submissão e o modelo (template) desta modalidade serão disponibilizados aqui assim que publicados.